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Hipertensão Arterial

Dra. Marisa Campos Moraes Amato


Dr. Salvador José de T.A. Amato


Em países desenvolvidos a hipertensão arterial constitui um dos maiores problemas de saúde pública, além de ser a maior causa de incapacidade física para o trabalho, aumenta de 6 a 7 vezes a mortalidade de indivíduos na faixa de 45 a 65 anos. Em nosso país aproximadamente 10 milhões de pessoas são atingidas pela hipertensão, mas o pior é que somente uma pequena parte sabe que são portadoras dessa enfermidade e, menor ainda é o número daqueles que se submetem a tratamento contínuo e correto.


A pressão máxima e mínima, ou sistólica e diastólica refletem a pressão da contração e do relaxamento do coração e, normalmente, têm valores de até 140 por 90 mmHg (milimetros de mercúrio). Quando os valores são superiores a estes, fala­se em hipertensão arterial.


Os valores "normais" não são iguais para todos os indíviduos, eles variam, por exemplo, com a idade. E, além disso, o médico para analisar a pressão de um paciente ainda leva em consideração outros fatores, por isso ele é a pessoa mais indicada para dizer se os valores de pressão obtidos para o seu caso são normais ou elevados.


Se a hipertensão não for tratada a tempo, as artérias estreitam­se e endurecem dificultando o fluxo de sangue para os órgãos. Elas se enfraquecem e perdem elasticidade. Conseqüentemente o endurecimento das coronárias pode levar a um infarto, ou seja, um ataque do coração. Este fica sobrecarregado, enfraquece, podendo tornar­se insuficiente; o cérebro fica mal irrigado, podendo sofrer derrame; os rins ficam comprometidos e sujeitos a lesões.


Para controlar a hipertensão deve­se, em primeiro lugar, evitar o sal. Este é hidrófilo e quando ingerido em grande quantidade dá muita sede, aumenta a volemia e sobrecarrega o sistema circulatório e renal.


Além desses cuidados, o tempo de doença, os níveis de pressão e as reservas orgânicas vão impor o uso adequado de medicamentos. Mas tudo não será suficiente se o paciente não se cuidar corretamente, obedecendo rigorosamente as prescrições médicas, não se automedicando. Controle o stress, a obesidade, deixe de fumar e pratique atividade física.


Lembre­se de seu organismo que ele se lembrará de você. Esqueça­o e ele também fará o mesmo!


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